Liderado pelo deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Georgiano Neto, o PSD no Piauí mostrou força quando o seu potencial foi colocado à prova. O fim da chamada “fusão cruzada” com o MDB fez da sigla um exemplo de montagem de chapa, mesmo diante da concorrência pesada e do prazo curto.
Nos bastidores, qualquer político sensato avalia que o partido elege, com segurança, dois deputados federais. Mas, essa percepção quase unânime parece não fazer o partido recuar um milímetro sequer na tentativa de ampliar a força da chapa e sair ainda mais fortalecido após as eleições de outubro.
Na base do governo, o cenário do PSD na composição para a Câmara dos Deputados só não é melhor que o da federação PT/PV/PC do B, que tem projeção de eleger até 4 deputados federais. O MDB, ao menos por enquanto, só tem chapa com garantia para eleger um, embora tenha alguma esperança na segunda vaga.
Para diversificar a chapa, o PSD também foi atrás de nomes fora da órbita política, mas que apresentam potencial para deixar a chapa ainda mais competitiva. Um dos reforços recentes é o da advogada Laura Nascimento, auditora do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), especialista em direito da pessoa com deficiência, mãe atípica e militante da causa do espectro autista. No Instagram, ela tem quase 200 mil seguidores.
A expectativa de Georgiano Neto ser o mais votado para deputado federal, somada à diversidade de nomes, cada um com sua bandeira e seu potencial, faz da chapa do PSD um terreno fértil. O partido fez do limão uma limonada, ou seja, transformou a turbulência causada pelo fim da parceria com o MDB em força motriz. O resultado só será conhecido em 4 de outubro, mas as projeções apontam para o êxito dos pessedistas.







